o plano maléfico

– Olha, eu não trouxe você aqui à toa. Desculpe. Tá vendo aquele cara ali, tocando o violão?

– Sei.

– Anos atrás, ele conheceu uma moça muito parecida com você. Muito mesmo. Venezuelana, adorava vermelho.

– Certo.

– Isso foi há vinte anos, mas ele nunca a esqueceu. Topa fingir que é ela essa noite? Não precisa falar nada, é só acenar quando estiver de saída, eu faço o resto. Ele vai achar que ela nunca envelheceu, hehe.

<uma pequena pausa para considerar a maldade envolvida nesse gesto>

– Claro, óbvio!

– Ok. Você vai embora agora?

– Daqui uns cinco minutos.

– Certo. Então é isso, só ir até perto da porta, sorrir e acenar. É isso.

Um sorriso e um aceno, um aceno e um olhar vago em resposta. Da poltrona, o criador do plano maléfico fazia um joinha.

– Deu certo!

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3 comentários a “o plano maléfico

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