aliens

Nunca foi sobre as estrelas.

Nem os unicórnios, nem as fadas, nem mesmo sobre os centauros. Nunca foi sobre os baús mágicos que nos levam a parte alguma, nunca foi sobre fugas rápidas num foguete nem escadas mágicas nem tapetes voadores. Nunca foi sobre se sentir como um morcego, acordar transformado num inseto, ser engolido por um jacaré no zoológico na frente de todos, viver perigos em montanhas geladas.

Sempre foi sobre gente e a capacidade de sonhar. Sempre foi sobre mim, sobre você, sobre todo mundo que a gente conhece e os lados que a gente esconde porque não são práticos. Sempre foi sobre sentar e contar histórias, ponderar, existir, imaginar, mudar. Sentir que o chão que a gente senta é mais real porque tem gente que não existe travando batalhas impensáveis e nos comovendo com questionamentos que são dos personagens, mas são nossos. Sentir que a realidade está mais viva por causa daquilo que não se vê.

E se eu puder descrever pra vocês a beleza que tem no olho de quem ouve uma boa narrativa, se eu pudesse explicar o pulso, a batida, a maravilha que é sentar em roda e dizer “me conte a melhor história que você conhece” e compartilhar como se fosse um segredo, um pedaço de si mesmo… aí sim, nesse dia eu não teria mais nada a dizer. E mal posso esperar para que ele venha.

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