questão de tempo

Vou compartilhar um segredo: uma das minhas missões secretas na vida é criar invencionices deliciosas como as dos caras do Improv Everywhere. Para quem não conhece, o Improv é um grupo novaiorquino que se reúne em flashmobs absolutamente inspiradores. Vale tudo: aparecer com um grupo enorme em um show de uma banda pequena, simular uma apresentação do U2 no telhado, organizar uma balada sem som em um parque, representar uma cena de Star Wars no metrô e até – um dos meus favoritos – incluir um megafone no meio da cidade para incentivar todo mundo a falar coisas bonitas para os outros. O pior é que não dá para a explicar a magia por trás do que esses caras fazem; você tem que ver os vídeos com seus próprios olhos. (:

A maioria dos membros do grupo é anônima, à exceção do fundador, Charlie Todd, que deu uma palestra interessantíssima no TED, o evento mais legal e criativo do mundo (sim, tô gastando todos os meus adjetivos bons nesse post):

O discurso todo do Todd é bem legal e exemplificado, mas uma pequena frase dele me chamou a atenção. Ele diz que quem assiste aos vídeos do IE pode ter a impressão de que esses caras têm muito tempo livre. Mas a verdade é que, na real, não é bem assim: o tempo que eles gastam narrando uma corrida de carrossel ou distribuindo high fives em uma escada rolante no metrô, por exemplo, é igual – ou menor –  ao tempo que a gente gasta vendo futebol na TV, para usar um exemplo que o próprio Todd dá. Basicamente, o cara deu uma lição de como usar melhor seu próprio tempo… e a real importância que damos para o que fazemos todos os dias.

Por que não quebrar a rotina? Por que não fazer algo legal em vez de derreter o cérebro por horas na frente do computador? E mesmo que não seja essa a sua pegada… quantas vezes você disse que não tinha tempo para fazer uma coisa que sempre quis?

Ando percebendo isso cada vez mais aqui em Liverpool, com meus horários muito flexíveis e a eventual preguiça de sair de casa quando está frio. A gente nem percebe, mas 24 horas podem ser não apenas produtivas, mas utilizadas de um jeito genial (e eu uso essa palavra com toda a segurança do mundo) como o do pessoal do Improv Everywhere. Não sei se é esse o segredo para um mundo mais feliz ou algo do tipo, mas uma coisa é certa: esses caras sabem como fazer as pessoas sorrirem e levarem boas histórias para casa.

Acho que essa é uma boa meta de vida, afinal.

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2 comentários a “questão de tempo

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