um troço

Não tem um dia em que eu não esteja no carro, no trabalho ou no balanço do busão e, por um momento, me passe pela cabeça a ideia de que eu devia postar aqui. Eu simplesmente tenho O MUNDO para postar e ó, ó só. Nada vem. Não escrevo.

Então tou tentando agora. Vamos ver o que sai. Tô com uma desconfiança grave de bloqueio, sabe? Então é melhor tentar destravar essa fase na marra.

Eu tô absolutamente torta de vontade de fazer uma retrospectiva desse ano que, pra mim, foi bastante… revelador. Maluco, eu diria. Maluco, maluco, insano mesmo. Parece que janeiro, março, abril… esses meses iniciais fizeram parte duma realidade alternativa. O que tá valendo se acumulou pra agora, pra reta final, pros últimos respiros do ano. Ma que baboseira, não? Se repartissem as emoções fortes em doses homeopáticas, eu num ‘taria sofrendão pra escrever esse post, muito menos pra me despedir desse mundo louco versão 2009.

Acho que me afeiçoei a ele. Mas é assim mesmo.

Eu queria registrar em algum lugar que esse ano foi absolutamente mágico, não no sentido vago da coisa, no sentido fácil. Foi mágico porque eu aprendi tanto em tão pouco tempo, vi tanta coisa, lidei com pessoas tão diferentes e assimilei… tão menos do que gostaria. Queria contar pra todo mundo que eu trouxe algumas pessoas pra minha vida que são absolutamente incríveis. Queria que vocês conhecessem. Queria que vocês conhecessem os outros que fazem parte da minha vida há mais tempo, também. Mas no fundo, não adianta: meu mundo, infelizmente, não tá aberto a visitação. O de ninguém está, na real. A gente tem vislumbres, faz visitas esporádicas. Às vezes quer o dinheiro de volta, acha que não valeu a pena o ingresso.  Mas a gente nunca vai saber realmente o que é a cabeça doutra pessoa, não por inteiro. Ainda bem.

Queria que vocês conhecessem o pessoal do meu trabalho, mas o post deles fica pra outro dia, quando eu tiver recuperado a minha dignidade. Um pouco dela, pelo menos.

Queria que vocês estivessem lá, junto, no TCC. Queria que tivessem conhecido o Sérgio, que tem sei-lá-quantas mil girafas em miniatura dentro de um apartamento, numa salinha abarrotada de estantes, ou tivessem empunhado o microfone em direção aos fãs da Laura Pausini enquanto eles gritavam por ela no shopping Paulista. Ih. Queria demais. Aí posts melhores que esse sairiam, se a cabeça e os olhos fossem de vocês. Certeza.

Mas é difícil condensar um ano todo em um post. É difícil transformá-lo em ideias lineares, que devem ser apresentadas a uma banca examinadora no dia 25 de novembro. É difícil explicar quem-é-não-sei-quem: existem absolutamente milhares de elementos que eu não vou conseguir te passar em palavras. É fisicamente impossível explicar a exata sensação de levar um tiro no meio da testa durante uma aula de teatro num sábado de manhã. É.

Mas vou continuar tentando.

(Adorei que, na URL, tá aparecendo que o título do post é “um troco”. Acho que é bem mais apropriado. Um troço, um troco. Tá tudo aí.)

(E de repente, não mais que de repente, virei uma dessas chatalóides com mania de “conceitual”.)

5 thoughts on “um troço

  1. Meu ano foi muito bom e muito ruim ao mesmo tempo..Sem comentários ¬¬ A gente espera que o melhor venha depois, mas esse ano eu decidi que vou fazer diferente..Não vou deixar pro ano que vem, vou fazer meio que um aquecimento esse ano pra no ano que vem as coisas não serem tão difíceis..rsrs..
    Bjs!!
    =1

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s