Stress dá nisso

Adoro Moulin Rouge! (vi ontem, oi), mas se tem uma coisa que eu não agüento é o final. E nem é porque ela morre (opa) nem nada disso – na verdade, é um conceito um pouco mais generalizado que me desagrada. Cêis sabem que a Satine meique zoa a cabeça do Christian só pra ele achar que ela não o ama mais e ficar a salvo do bendito Conde, Lorde ou sei lá o quê o loiro de bigodinho é.

ueeeeepa!bad hair life

Sabe, esse conceito de finjo-não-te-amar-porque-te-amo me cansou as botinas, já. Pode até ser bonitinho e ówn, ele tá se sacrificando por ela, mas reparem bem: sempre dá porcaria. O amo-não-amo da ruiva não impediu que o escritor xonadinho fosse até o bordel pra chamá ela de canto e falar umas cobras e lagartos. Ou seja, só piorejô a situação. E vai que o homem, quando “descobre” que a moça num tá mais afim, resolve cometer uma loucura, tipo se jogar da ponte: ele não foi exatamente “salvo” por ela, né verdade? Às vezes é tão simples abrir o jogo, tipo: “oi, ficaram com as escrituras do Deux Moulin Rouge e o cara vai te matar se eu ficar contigo. Belê? Topas o risco?” e PROOONTO! Sem drama, minha gente! Queria ver UM filme que fizesse isso, só pra mudar um pouco a estrutura. Ia sair um lixo, sem dúvidas, mas ia romper paradigmas muito usados desde… hm… sempre. E banalizados por causa disso! Pouha, qualquer distanciamento é amor? Nem a pau! Pelo contrááário, amigões!

Na vida real também é meio assim. Pessoas se afastam umas das outras “pra não magoar,” patati, patatá – eu mesma acho que nunca tem um só motivo, é claro. Um exemplo estilo MR!: o cara se declara e a moça não quer. Aí ela se afasta, fica toda estranhamentos – num sobra mais amizade nem qualquer coisa parecida depois disso. Estragou. Quer dizer, por que se afastar totalmente? Eu tô pagando de insensível, minha gente?! O “vamos continuar amigos” não serve pra nada? O mesmo vale pra briguinhas e afins: o “desculpa, tô arrependido” é balela, mentirice?

Devo avisar que pra mim, não é. Então se você estiver se afastando pra tentar me proteger, tá legal, te respeito, mas vai tomá… lá onde o sol não bate, com bastante amor e proteção, ok?

Só pra constar.

12 thoughts on “Stress dá nisso

  1. Minha irmã chora as cataratas do iguaçu assistindo a esse filme. Já eu, fico com “um cisco no olho”. HA!😄
    Esse post é suspeito… Alguém se afastou de tu pra te proteger?😄

    Ei, psiu, segredinho: plasfera plasferada!

    E não podia ser pior… Meu post é o yin do seu post yang. Dá uma bizóiada lá.

  2. Égua, concordo plenamente contigo! Esse filme é belíssimo mesmo, mas já um clichê tudo isso que se passa nos filmes! Sempre a mesma coisa.. tem uma frase que eu não sei quem é que falou, mas é ceeeerta! “Quem arrisca não petisca!”

    Legal! =D

  3. Manja aquele fidaputa do meu passado nem tão passado assim? Ele dizia isso, que não falava nada pra não me magoar.

    E acho que ele merece mesmo tomá nesse lugar aí…

    Te contar viu..

    Beijos

  4. Você não tem idéiad de como esse post é verdadeiro pra vida, Cláu.
    Bom, talvez tenha, porque foi você que escreveu, mas enfim…

    Eu também sou totalmente contra o “afastemo-nos pra poupar o próximo”. É um pensamento idiota, por falta de palavra melhor para demonstrar minha indignação.

    Mais um post que estapeia algumas consciências por aí o/

  5. verdade. mas sabe que uma vez não deu certo o negócio de continuar amigo. meu melhor amigo se apaixonou por mim. eu disse que não queria nada. ele ficou bravo e nunca mais falou comigo (tá, isso foi depois de um tempo de persistência e nenhuma abertura da minha parte, mas pô! não era pra tanto, né?)

    adorei seu blog! parabéns!

    beijoos

  6. Nham. Concordo com tudo isso que você falou. Com exceção de Moulin Rouge, que eu NÃO tinha assistido o final (obrigada por falar o final, de verdade, eu não tava nem um pouco afim de alugar para assistir… ahn, 15 minutos do filmes) e mesmo assim não tinha gostado do filme.

    E, bom, o resto é resto. E faremos um filme como você planejou, porque I feeeeeeeeeeel you, Johaaaaaaaaaaaaaaaaaanna. [/tina burton: on]

  7. Gostei da sua “tese”, mas é complicado mesmo essa coisa de se separar prá “não magoar” a pessoa. Tenho um ódio danado disso!!!

    Hein, obrigada pelo coment no meu blog, viu? Volte sempre! :o)

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