It’s a musical! ou Como eu coloco o Coringa em todo lugar

Segurem os flashes porque eu tô passando! Aproveita e ajeita o tapete vermelho ali no canto, meuquirido, porque tá virado pra cima e hoje eu tô detalhista, óquei?

Poiséam, queridinhos. Adivinha só quem vai estar na tevê? Na tevê não, meu-a-môrrr, é Hollywood direto! Estrelado pleno! Diretamente para os braços de Johnny Depp, Jude Law e quem mais você conhecer com nomes que começam com J. Éééé, doçuras, eu estarei em um lindo, maravilhoso, magnânimo musical da Brodway totalmente televisionado, acreditam? Vamos ter que entregar lencinhos para os produtores de Moulin Rouge poderem secar a baba quando virem essa obra-prima da televisão moderna. Como hoje as minhas trinta águas minerais chegaram no prazo, dedicarei um post a essa minha ascensão rumo ao estrelato direto porque, afinal de contas, eu quero cultivar meus fãs tão adorados, não é, queridíssimos?

… táááá. Tá bom. Talvez não seja um musical da Brodway televisionado. Talvez seja um TCC de uns amigos que estão se formando em Rádio e TV lá na Cásper. Mas em defesa da produção, devo dizer que se não foram trinta garrafas de água mineral, foram bem trinta os copos de refrigerante E SANDUÍCHE GOSTOSO que serviram pra gente.

Entendeu nada, né? Tá, eu explico, fazer o quê: tem esse pessoal que tá fazendo um trabalho de conclusão de curso em Rádio e TV na minha faculdade, e depois de uma série de ajudinhas pra lá e pra cá, ficaram sabendo que eu faço teatro e me chamaram para um teste. Eles estão montando um musical super fofo e lindo e tudo-na-noite chamado “Abaixo a Cinderela”, que fala sobre o papel da mulher no mercado de trabalho e em relação aos homens, essas coisas queime-seu-sutiã todas. Sucede que eu fiz o teste, passei e tive alguns dos dias mais surreais da minha vi-da (e se tratando do mês de julho, isso significa muito).

Num musical? Êozinha? Oh my!

Primeiro que foi a primeira (hã) vez que eu lidei com atores chiquetosos e seus DRTs. Tipo, os caras já se formaram num curso que eu tô só começando e isso é alguma coisa. Sem falar que eles cantam. Assim, cantam, sabe. Uma hora você tá lá, lendo seu texto timidamente, e na outra seus coleguinhas de cena estão ensaiando um solo ou aquele número de sapateado. Chega a ser assustador, maélindo!

E geeeeeeeente, maquiagens!! Eu que nunca gostei delas (tinha nojinho de festas juninas só por causa daquelas sardas maledetas que insistiam em pintar na minha cara), agora tô viciada. Ok, viciada não é a melhor palavra, mas é mágico o que uma sombra azul berrante e um pote deeeeeste tamanho de base podem fazer com uma pessoa. Galerinha, eu fiquei com cor! Cor de gente geração saúde! É genial!!! Merece até três exclamações!!!

Opa, tô gatão (mimimi :~)

Mas claro que nada é perfeito, não é mesmo, minha gente? Pra uma cena ficar boa, você precisa gravar OITENTA vezes, sob os mais diversos ângulos. Sinceramente, achei aquela tomada que foi gravada por baixo das pernas do figurante número 3 meio desnecessária, mas o que fazer em matéria de TV?…

E ai, as coisas são muito rápidas. Você faz, pronto cabô, se não deu certo editam e fica tudo bem. Talveeez você vá ver o resultado, talveeez você ache que ficou bom. No teatro é tudo certeza, é momento, a interpretação é mais forte, a inspiração vem do chão, do palco, das pessoas. Na TV tudo é montado, perfeito, contínuo, coerente… quero liberdade criativa, comofas? Claro que há liberdade criativa – e quando o cara é bom, simplesmente se destaca, é fato – mas suspeito que seja menos que no teatro. Bem menos. Teatro é por você mesmo, televisão dá pra fabricar coisas. Dá pra tornar o cara melhor do que ele realmente é.

E depois de um parágrafo inteiro de divagações chatas que vocês não mereciam ler, termino esse post feliz e com a convicção de que, well, talvez eu realmente queira ser atriz, afinal. Não “só” – já descobri que dá pra fazer mais coisas além de personagens -, mas acho que é por aí. É onde eu vejo graça nas coisas do mundo.

Cara, vou me ferrar demais nessa vida por causa desse último parágrafo, hihihahahuhuhuhehehehihi.

[sai dramaticamente arrastando a capa]

[e juro que não falo mais do Coringa por uns dois posts]

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8 comentários a “It’s a musical! ou Como eu coloco o Coringa em todo lugar

  1. Ahhhh que linda!!! Clau atriz *-*
    vc tem um ar meio “glam” de atriz mesmo… aquele negocio de estilo próprio… que se destaca =D
    Sabe eu e minhas primas quando eramos menores pegávamos minha filmadora e fazíamos altos curtas… adorava esse negocio de interpretar… mas ai eu tive que deixar esse meu lado… er… de lado pra salvar animais injustiçados… =D

  2. Onde eu vejo graça no mundo? Me imaginando sentada naquela cadeirinha característica de diretor, dizendo com uma classe de Carlos Costa “refaz porque ficou pavoroso. Me dá emoção”.
    Cinema mesmo, cortado, editado, consertado, photoshopado. Lindo como eu quero viver. Triste como está longe de ser.
    Um drama. Como a sétima arte.

    Momento Monólogo de Hollywood off-

    Meeeeeeeeu fiquei mto feliz d ver q vc passou!!!!!!!! =D Tem como passar o resultado pra gente depois????

  3. Suas divagações chatas foram o que eu mais gostei do post. Afinal, da grande novidade eu já sabia (é, isso mesmo, leitores e comentaristas remelentos: EU JÁ SABIA, chupem!).

    Tô orgulhoso da minha irmãzinha por adoção. 😛

    E ansioso pelos bloopers!

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