Tô Perigosa Mesmo

Então ele disse pra ela: “ai, que gracinha que ela é, quando acredita em tudo que eu falo!”. Dando sorrisinhos. Apertando bochechinhas. Pressionando narizinhos. Só faltava um móbile na cena, talvez um urso Pooh ao lado do berço e roupas com palhacinhos. Colgate e Doriana também, claro.

Ela bufou. Avisando. Me senti mal por ela.

Ele: “ai, ai que fofurinha, ai que linda que ela é quando erra a senha do e-mail. *beijos beijos beijos* Vamos, vamos lá, você consegue, amor. Você consegue, não consegue? Acho que consegue! Hihihi.”

Ela rosnou.

“Pára, $*()#$ (finge que isso aí é o nome dele).”

“Ai, olha que coisinha *beijos* mais *beijos* lindinha *beijos* de todas ela é quando fica bravinha, ai que linda, ai que linda”.

Acho que nenhum dos dois percebeu quando eu uivei, arranquei meu couro cabeludo com os dentes e vomitei no lixo ao lado.

Detesto felicidade debilóide-apaixonada, mas só às terças-feiras.

Ooook, aos domingos também. Não sejamos injustos.

7 thoughts on “Tô Perigosa Mesmo

  1. Oiqdó.

    Ahhhhhhh melosidades NÃO.
    Ela queria acabar com a raça dele também. Ah, queria. Tenho certeza que queria. Queria. Queriiiiia. E se não quisesse, ah, dá licença, minha filha, mas temos mais o que fazer.

    E um beijo tchau!

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