Um monte de metáforas por uma causa (quase) perdida

Às vezes é realmente difícil aceitar que aquilo que passou, passou, afinal.

Aquele erro de meia hora atrás não vai ser necessariamente desfeito com uma palavra, um sorriso, um beijo e fogos de artifício em Times Square. Pessoas vão embora, quando menos se espera, talvez pra não voltar mais. E às vezes, de nada adianta correr atrás, procurar depois da valsa e esmigalhar o pé durante a busca – simplesmente…. foi, e não tentou uma nova abordagem mais tarde, como você esperava. No fundo, todo mundo esperava.

Acontece que a vida não é um enredo de um filme maravilhoso do qual nos despedimos às lágrimas, relutando em sair da poltrona. Bom, na verdade, talvez seja, mas para isso é preciso querer escrever o próprio roteiro, ou pelo menos colaborar um tanto nele, e se orgulhar da vida que você (e não as forças místicas do Universo) se esforçou pra fazer. Se há sorte ou azar, acaso e signos do destino, que apareçam nos traços já planejados; mas não deixe de viver aquilo que quer naquele momento só por que daria uma história poética pra contar depois. Arrependimentos, por sinal, não são uma boa história, apenas uma página rascunhada destoante do enredo.

Sim, sempre haverá amigos. Amigos lindos, fantásticos, originais, que dançarão em rodinha e procurarão pelo salão inteiro quem interessa. Amigos que vão discordar, mas não retrucar (muito). Amigos que vão repetir essa ladainha acima de cabo a rabo, mesmo que não acreditem nela e torçam por um happy ending em Las Vegas (ou seria na Inglaterra?), com muito Elvis, fanfarras e fanfarrões. Estamos na torcida pelo final feliz, sacolejando nossas bandeiras, mas é como diz a rima que eu acabei de inventar:

Uma só torcida não faz verão
Veja só o Corinthians na segunda divisão.

Nossa torcida tá aqui, xingando a mãe do juiz e gritando quando é gol contra, mas pra ser goleada (ai, que super Lula essa metáfora), vai demandar um pouquinho mais de esforço, sabe. Na verdade, um esforço descomunal que nem todo mundo tá muiiito afim de fazer. Mas vale a pena. No enredo final e no placar geral, cada detalhe conta.

Simbora tentar fazer do fim um começo?

(Ah, não pensem que esse post foi uma indireta. Não, não. Foi uma diretíssima. Um verdadeiro gancho de direita. Ou centro-direita, centro-esquerda, eu sei lá. Essas coisas não existem mais. =))

E tenho dito.

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6 comentários a “Um monte de metáforas por uma causa (quase) perdida

  1. Tipo assim, valeu por citar o… ahm… Corinthians.

    Mas wow, bela direta. Acho que vale um tequinho pra qualquer pessoa, cê não acha?? 😀

    Te amo, viu Cláu! ahahaha
    Beijoca

  2. Eu adorei a citação do Corinthians hauahuahua

    Mas sem arrependimentos. Já ouviu aquele clichê de que “a gente só tem que se arrepender do que deixa de fazer”?

    E o post tá lindo, adorei

  3. Realmente um excelente post…

    Antes de começar com o Universo, eu custei aceitar quer o que realmente passou, tinha de fato, passado, entende?

    Mas sinceramente foi ótimo cair na real e dar a volta por cima!

    Um excelente natal pra você Cláu!

    Ih, rimou até, hehehe…

    Beijos Mil, tudo de bom pra você!

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