Durma, medo meu

Poucas coisas são tão genuínas e inconfundíveis nessa vida (e na dos outros) quanto o medo. Há quem diga que o amor também se encaixa nessas categorias, mas eu penso que é bem o contrário (e como profunda entendedora de medos, paixões e razões existenciais a perder de vista, naturalmente a minha opinião é absolutamente irrefutável e válida para a sua pessoa, é claro). Quantas vezes você já não pensou que era amor o que era afeto, carência, comodidade ou… medo de perder? Ah, esse medo, sempre nos surpreendendo em todas as suas variáveis, variantes ou o que mais de matemático houver.

Medo de morte, medo de curtir a vida adoidado; medo de ter doença, de não ter ninguém. Medo do desconhecido, medo do que já sabe que é perigoso; medo do nada absoluto, medo de absolutamente tudo. Funciona nos EUA, comigo e com você. E com todos nós.

Unhas roídas, olhos grandes demais, o quase-choro, a quase-palavra que engasga e treme e morre antes de sair. O medo tem seqüela hoje, amanhã, depois, não tem hora pra acabar. Medo é duradouro, é pra sempre e dá pavor. Alguns tremem nas bases só de pensar em ter medo, olha só que coisa. Esses alguns costumam levar cicatrizes na testa e milhões de pessoas aos cinemas a cada dois anos, então são praticamente bem-sucedidos na vida.

Einstein, Freud, Platão, todos foram nenéns e tiveram medo, assim como Shakespeare, Carla Perez (não sei do quê, mas sei que tem), Sauron, Frodo, Apolo, Gandhi, Regina Duarte, Hércules, Amélie Poulain, Hamlet e quem mais você quiser. E aposto que todos esses aí já tiveram dor de barriga também, parece que são mesmo coisas universais e socializantes.

Mas… se esse medo é meu e seu e nosso, e eu não sou a única nessa esfiha de carne Terra-Média grandona a sentir as pernas tremerem, o sangue afinar, o olho comichar, as palavras faltarem… porque é exatamente assim, sem ninguém, que eu me sinto, quando o medo aumenta?

Respostas abaixo, tenha a bondade.
E botar a culpa no dementador não vale. Eu sou chocólatra e continuo apavorada.

Template novo. Deixem à mão os óculos escuros.

8 thoughts on “Durma, medo meu

  1. Interessante você falar disso neste post, porque me fez lembrar um texto que escrevi sobre o medo, cujo o título é “Quando o medo nos impede de tentar”.

    Não sou um autodidata no assunto, mas creio que isso é um instinto do ser humano, faz parte da vida de todos!

    Quanto ao template, ficou excelente! E obrigado por nos alertar quanto aos óculos escuros, hehehe…

    Beijos Mil…

  2. Isso só não chegada a doer mais as vistas do que jogar horas seguidas de Guitar Hero…🙄

    Medo, sempre ele….medo da rejeição, medo de morrer sozinha, medo de morrer, e um medo que vem me perseguindo a algum tempo: medo do vestibular domingo… :~
    Agora o pq de tudo isso…eis a *grande* questão…. hhm

    SaudadÊ! .-.
    E eu terminei de ler em dois dias o livro, realmente flui muito rápido… (:
    Outra coisa que me deu medo…

    P.S: Assim…o bróg é só provisório…só quando acabar tudo q vo post…mas tá ai x)

    :*

  3. “Quantas vezes você já não pensou que era amor o que era afeto, carência, comodidade ou… medo de perder?”

    A Cláu é sábia🙂
    E acha templates novos e brilhantes!
    hahahaha

    Beijoquinha :*

  4. “Quantas vezes você já não pensou que era amor o que era afeto, carência, comodidade ou… medo de perder?” Nicas quase tirando o tênis pra contar nos dedos do é também, huahuaau.
    Mas de todo mundo que você citou a Regina Duarte é a que tem mais medo. Eu tenho medo mesmo de solidão, aranhas e… testralhos (medo de poder velos, na verdade).

    Falando em medo meu, menina-da-paulista, já tô com ingresso na mão e ele é lindo! huahauhau. Beijão

    Essa coisa de rir “huahuahua” já tá ficando ridíula, né? Sinto muito. u.u

  5. Não que eu tenha o direito de ficar vindo aqui pra bater papo, mas… eu assisti “Porcura-se um amor que goste de Cachorros” depois de tanto que você falou. É lindo! E eu quero todos eles, o cachorro, o homem que faz barco, o irmão cachaceiro!!! Agora tahu mesmo. Beijo

  6. ISSO (E saio daqui sem ligar que sou clichê, por que toda despedida é clichê. Um beijo, um abraço e um tapa no braço) dá medo. faz a pessoa refletir sobre a abstinência de desiluminância, sobre o… fim ;_; mas o lado bom é que aí, medo vira júbilo 8D que bom que se desconfirmou

    tá brilhante, cláu, como sempre (H)

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