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Julho 19, 2008
Então, tá. Vou começar o post. Sem surtar. Sem surtar, Cláudia! Dignidade.
Acabei de voltar de Batman – O Cavaleiro das Trevas. E me arrisco a dizer que foi o filme que mais esperei pra ver esse ano. Eu amo Harry Potter em grau absoluto, mas simplesmente não me interessei tanto em fotos e supostos vídeos de 15 segundos que foram lançados do sexto filme. Já do Batman, well, eu participei de _quase_ tudo quanto é viral, me virei, fui lá, bati, liguei, deixei recado na caixa pooostal. Acompanhei cada detalhe obsessivamente, querendo mais (e isso vai se refletir no futuro, no filme; sempre que o Coringa era preso, eu torcia pra ele se livrar logo, só pra ter mais dele, muito mais, pra sempre, amém).
E eu sei que esse último parágrafo tá até meio formal demais pra mim. É que eu tô tentando não surtar e jogar tudo logo de cara. E, bom, na verdade eu tô tremendo.
Assim que eu cheguei no cinema , saquei o bendito celular do bolso e tirei essa fotona aí do Curingão. Que, tá, todo mundo já sabe, mas é a estrela maior do filme. Não, o filme não é dele – até achava que o veria muito mais, o trailer faz a gente pensar assim. O Batman é o cara lá da frente, o “herói”, o bom moço. Mas o Coringa foi dono de algo muito maior, véio. Ele é simplesmente dono da platéia. Ele comandou aquelas, sei lá, duzentas pessoas com a bunda sentada na poltrona por mais de duas horas e meia. Aliás, eu não senti essas quase três horas no cinema, mas talvez, seja efeito da Coca-Cola. 700mL por quatro reais, eu não podia perder essa.
O filme é foda e tem que ser essa a palavra. Foda em todos os graus. O melhor filme de herói que eu já vi – e isso inclui Homem Aranha e sua dancinha hipnótica do terceiro filme. Batman, no geral, é muintofoda porque bah, qualquer super herói sem poderes especiais mas com crises existencialistas me ganha o coração. Paquê nervos de aço se o cara tem cérebro de papel? Nããão, o Bruce Wayne é uma coisadeloco de tão sagaz e perturbado, e aí que tá a graça! Sem falar que fica o_batman_sexiest_ever com aquela máscara, han.
Mãs as historinhas originais, do começo da série em quadrinhos (eu sei, eu li, beijos), retratam um Coringa que mêêo, não é nem 30% tão legal quanto esse. Nem tão ardiloso, nem tão esperto. Muito menos tão assustadoramente concordável. Porque sim, eu concordei com o Coringa e sim, você também vai concordar. Tá, eu AMO vilões mas não, isso não é relevante agora porque sim, o Coringa tem toda a razão e eu o amaria anyway. Mais do que maluco, perigoso e cheio de cicatrizes, o Coringa é espertíssimo. Inteligentíssimo, com propósitos obscuros demais pra ser um simples assassinozinho furreca (meu herói!, digo, não, o contrário disso) e é justamente isso que se sobressai como a maior ameaça de todas. Vilão imperfeito, herói imperfeito. É disso que o povo gosta. Ou não, aí fica chorando no barco. Mas já viajei demais.
Então tá, vou fechar aqui, só dizendo que “Batman – O Cavaleiro das Trevas” é tudo que eu esperava, que eu não me arrependo de um segundo de ansiedade nem da fila da pipoca e que aquela cotovelada que eu levei valeeeeeu a pena, que o roteiro tá tinindo de bonito e que, em alguns momentos, fica melhor que a história original. E o elenco tá brilhando mais ainda (Gary, cê tá muito Oldman! Mas te amo), que eu não acredito em Harvey Dent, que até gostei da mocinha, que eu adorei a comparação com os cachorros, que eu só mudaria uma “fala” no filme todo, que o título é ótimo e faz todo o sentido, que as vozes dos atores estão simplesmente perfeitas, que o cabelo do Coringa parece o meu quando eu não lavo que isso, que aquilo outro…
… e que quando o filme acaba, o primeiro pensamento que latejou na minha cabeça é “pootaqueparel, ele (quem seria?) morreu“. E é por isso que eu tô tão realizada, orgulhosa, satisfeita e incrivelmente triste. Nem consigo escrever tudo o que eu queria, aliás, as partes mais relevantes eu nem mencionei. E óia que escrevi pacasseti.
Mas é como dizem: why so serious? CORRÃO LOGO e vejam!
(Sinto que meus posts pioram a cada dia. =|)

