Picui(u)nhas
Julho 2, 2008
Os três visitantes homens deste blog que me desculpem, mas momento-mulherzinha é fundamental. Estava eu no cabelereiro esses dias, quando tive uma revelação/epifania/visão (ou o conhecido choque de realidade, familiar pra mais de um, huhu, leitor deste blog) enquanto a manicure destruía minha cutícula do dedinho esquerdo. Vamos à ela (a epifania, não a cutícula. E muito menos a manicure).
Fazer a unha é bizarro prontofalei.
Gente, é bizarro! É legal, pode até ter um efeito bonito, mas… olha, não sei se sou eu que num tenho nenhum senso de feminilidade, mas venha cá, analise se é normal pegar uma parte do seu corpo e pintar de laranja-neon. E o pior: á-d-ó-r-á-r o resultado, mostrar as unhas brilhantes pras amigas, comparar as tonalidades e nuances que o Rebu pode adquirir, dependendo da base.
Aliás, eu e uma certa moça cubiculante já temos planos futuros: se nada der certo, viramos inventoras de nome de esmalte. O primeiro passo seria, naturalmente, criar um nome mais bacana pra profissão.
- E aí, você se formou em jornalismo, né!
- Sim, sim, meu querido, mas acabei optando por outra área mais estável. Sou Designer Vocabular de Cosméticos Digitais.

Modelo veste usa Paixão de Hefesto
Sentiu o impacto, néam.
Mas a coisa que mais me deixa louca – ensandecida, apavorada, descolorida – é o tal do “óleozinho”. Tá quase terminando a unha, ficou tão bonita – “o Rebu tá mais cor de vinho hoje, não acha?” – e aí vem a manicure, aquele ser imprevisível com tesouras e alicates à mão, e tchá! Joga um “óleozinho” horroroso, nojento, nas suas unhas tão rebuzinhas da mamãe. A única opção é limpar as sobrinhas do óleo nas páginas da Caras nova, só de vingança.
Não que eu faça isso, é claro que… que não.
E quer saber? Não tô me reconhecendo nesse post. Acho que vou falar mais sobre o teatro pra balancear. Peça do Woody Allen, sabiam? Pois é.