Como ferida aberta (e o gosto é nojento)
Junho 17, 2008
Mestre Netinho já sabia de tudo. Em sua mais mágica canção, “Ô, Milla”, o cândido cântico dos enamorados-com-shortinho-de-lycra dos anos 90, o nobre músico compara as lembranças de nós dois a uma tatuagem, de tão permanentes que são (e tão dolorosas quanto uma ferida aberta, mas ok, licença poética ainda tá em voga).
Às vezes a tatuagem dura mais que as lembranças de nós dois… e complica. Ok, sessões de laser e fotos na Caras depois, tá tudo certo, não se fala mais nisso. Dá pra transformar aquele rosto enorme do Belo em uma obra suuuper original, uma coisa meio Velázquez, um chiaroescuro digno de ver. Mas será que vale a pena, pra começar? Tatuar o nome de qualquer um por aí?
Tá, então a pessoa significou muito pra você, foi o amor da sua vida. Compra um cartão pra ela, manda uma telemensagem em um caminhão, casa com ela, sei lá. Tem tattoo que é mais difícil de desfazer que casamento, então poupe o trabalho!
Só apóio tatuagens com nomes/caras de coisas e pessoas que você nunca vai deixar de amar, mas é difícil tatuar, sei lá, o rosto da sua mãe nas suas costas, e você pode não ter filhos até o presente momento. Ah!, aquela tattoo ”Fagner ti amu” pode não pegar bem entre seus namorados, futuros ou atuais, só pra constar. Ops.
Em tempo: meu grande amor da vida, que mereceria mais do que qualquer um uma tatuagem – até no baço! -, chama-se Mila que nem a moça do farol apagado (ok, é Meela, mas a gente releva), e estava hoje me encarando toda dengosinha entre as cobertas, quase despencando da cama, enquanto assistia ao seu programa favorito no SportTV. Boxer é amor. =”)
Em tempo²: é, o título do post é um trocadilho nada a ver. Me prendam! ¬¬