E-mundo (com espaço ilimitado de armazenamento!)
Junho 20, 2008
Se foi inspiração por causa do post da Mar E Ana :) ou simplesmente um surto quero-ser-Monica-Geller; só sei que, do nada, resolvi arrumar todos os meus e-mails em pastinhas bonitinhas, fofinhas e cheirosas. Não sei se vocês sabem, mas eu odeio me desfazer de coisas antigas, e quanto mais idiotas e insignificantes elas forem, pior pra largar. Isso explicaria as 4567 mensagens promocionais da Saraiva que estavam na minha caixa de entrada até… hm, hoje.
Mas, mas gente, olha só! Tem um e-mail tiliiiiindo demais aqui, de uma amiga minha muito da querida, que também me escrevia cartas coloridas e andarilhas - e eu tinha o bom hábito de responder (os e-mails e as cartas). Tem outro aqui, bem antigo, do começo da faculdade… e todos esses da Rádio Universitária. Caracas, nunca participei de uma promoção da Rádio, três anos na faculdade e nunca mandei uma frasezinha que seja pra ganhar um par de ingressos para Viagem Maldita, poxa! Que tipo de pessoa aproveita a faculdade desse jeito? Viagem Maldita, cara! Tsc.
Aquele e-mail pro Suburbian Kids With Biblical Names. As correntes idiotas que me deixaram umas três semanas sem dormir. E os anexos, ah, minha gente, os anexos. Nessa hora eu fui engolida pelo computador, não teve jeito, e teletransportada para um universo paralelo.
Meu e-mail é um lugar mágico cheio de placas estranhas, animais bonitinhos em poses esdrúxulas e piadas de múltiplos sentidos. Homens de pixel lêem newsletters com ar de tédio e tomam táxis de jornal. “Ela vai amá-lo mais do que nunca”, confidenciavam os balconistas nas farmácias, entre risinhos, dourando a pílula. Mensagens automáticas do Orkut propagam discursos ao vento, pelo bem das comunidades. Seguidores de Twitter pipocam por todos os lados, batendo nas portas das casas com pequenos Plurcks embaixo do braço direito.
Mas tem que tomar cuidado! Se você fizer a besteira de cair num bueiro qualquer, um power point de duas cabeças e trilha sonora de Enya pode te engolir inteiro e não deixar kbyte que seja da sua mísera existência.
Como ferida aberta (e o gosto é nojento)
Junho 17, 2008
Mestre Netinho já sabia de tudo. Em sua mais mágica canção, “Ô, Milla”, o cândido cântico dos enamorados-com-shortinho-de-lycra dos anos 90, o nobre músico compara as lembranças de nós dois a uma tatuagem, de tão permanentes que são (e tão dolorosas quanto uma ferida aberta, mas ok, licença poética ainda tá em voga).
Às vezes a tatuagem dura mais que as lembranças de nós dois… e complica. Ok, sessões de laser e fotos na Caras depois, tá tudo certo, não se fala mais nisso. Dá pra transformar aquele rosto enorme do Belo em uma obra suuuper original, uma coisa meio Velázquez, um chiaroescuro digno de ver. Mas será que vale a pena, pra começar? Tatuar o nome de qualquer um por aí?
Tá, então a pessoa significou muito pra você, foi o amor da sua vida. Compra um cartão pra ela, manda uma telemensagem em um caminhão, casa com ela, sei lá. Tem tattoo que é mais difícil de desfazer que casamento, então poupe o trabalho!
Só apóio tatuagens com nomes/caras de coisas e pessoas que você nunca vai deixar de amar, mas é difícil tatuar, sei lá, o rosto da sua mãe nas suas costas, e você pode não ter filhos até o presente momento. Ah!, aquela tattoo ”Fagner ti amu” pode não pegar bem entre seus namorados, futuros ou atuais, só pra constar. Ops.
Em tempo: meu grande amor da vida, que mereceria mais do que qualquer um uma tatuagem – até no baço! -, chama-se Mila que nem a moça do farol apagado (ok, é Meela, mas a gente releva), e estava hoje me encarando toda dengosinha entre as cobertas, quase despencando da cama, enquanto assistia ao seu programa favorito no SportTV. Boxer é amor. =”)
Em tempo²: é, o título do post é um trocadilho nada a ver. Me prendam! ¬¬
ãh, ãh, uh!
Junho 14, 2008
Começa no ombro. Direito, geralmente.
Ele levanta. Desce. Levanta de novo. Estranho, involuntário. Tudo muito discreto. As pessoas ao redor nem percebem. Coisa simples de esconder, um casaco mais pesado dá conta do recado.
Mas aí pega o outro ombro, e a coisa começa a ficar mais complicada.
Às vezes sincronizado – um ombro levanta, o outro abaixa. Em casos mais complexos, os dois levantam e caem juntos. Mas ainda é um movimento suave, apesar de estranho: uma colega do escritório explica que o ”tal do ortomolecular” causa reações engraçadas mesmo. Nesse momento, é necessário frisar que ainda há cura. É sério, precisa de cuidados, mas com o tratamento certo, você fica novinho em folha.
Até que as costas começam a reagir. Esquisito. Seus ombros vão pra trás e para os lados sem controle ou esforço. Sabe a “saboneteira” pacífica que você tem, seu tão digno colo? Não se comportam mais. Os primeiros sinais de perigo em relação a pescoço e braços costumam aparecer nessa fase.
Você sabe que seu pescoço foi contaminado quando ele simplesmente começa a “seguir” sua saboneteira. Faz movimentos estranhos, desloca-se para o lado com o mesmo ritmo dos ombros. Pra cabeça começar a se comportar de modo estranho, é questão de minutos. Ela vai virar para os lados sem a menor necessidade; vai se jogar pra cima, mostrar queixos e narizes sob ângulos jamais imaginados pelo homem. Se você tem papo, o cuidado deve ser redobrado.
Mas os piores casos – aqueles que não têm cura, – são facilmente identificáveis, pois já atingiram, a essa altura, os braços, que se movimentam de todas as maneiras. Podem esticar-se para cima e para os lados, ou dobrarem-se na altura do cotovelo, possibilitando movimentos de variedade infinita. Por vezes erguem-se até se encontrarem no alto da cabeça – as mãos já não funcionam como deveriam – e giram, sentido horário ou anti-horário, os punhos fechados. Já foram detectados casos em que o paciente, ainda de punhos cerrados e unidos lado a lado , desce os braços até a altura dos pulmões e desenha, no ar, um círculo imaginário à sua frente, como se cozinhasse em um caldeirão. Uma vez contaminados os braços e mãos, os movimentos do paciente se tornam ilimitados.

Pacientes lidam com sua enfermidade ao sol
Existem alguns sintomas mais: batida ritmada com as duas mãos, ao que chamamos de “palmas”; estalidos produzidos com as pontas dos dedos unidas, assobios, maleabilidade excessiva na área da cintura, entre outros.
Nessa conjuntura, a cura dificilmente é cogitada. O paciente costuma dar preferência a reconhecer-se como doente e aprende, de certa forma, a conviver com sua enfermidade. Os contaminados podem viver em comunidades e, nesse caso, reconhecem como líder aquele que possuir maior maleabilidade, geralmente o mais antigo do grupo.

- Gritem comigo: somos saudáveis, só muito maleáveis!
Cuidado. O germe Discotecus horribilis está sempre à solta e pode contaminá-lo quando você menos esperar. Aquela festinha inocente é um antro de reprodução do germe. Mas talvez valha a pena sentir os sintomas, vez em quando, ocasionados ou não por auxiliar alcóolico.
Atenção: em caso de perda parcial ou total de melanina, suspenda os medicamentos e procure seu orgulho médico.
Relatório 2.0
Junho 13, 2008
Este relatório tem como premissa averiguar os lucros e prejuízos adquiridos na mudança etária, ocorrida ontem, da atual blogueira. Esta mudança representa também uma variação de década, uma vez que o espécime passou a ocupar a segunda casa do zodíaco das dezenas.
RELATÓRIO PÓS-20
Número de pernas: 2
Número de braços: 2
Número de olhos: 4
Comemorações aniversariais: 2
Fofocas feitas durante um almoço num restaurante de massas: 427
Pedaços de bolo de brigadeiro ingeridos ao som de violões ao vivo em uma pizzaria repleta de casaizinhos: 3
Indigestões: 1 (nota: memorável)
Número de casaizinhos presentes na pizzaria: 88³¹
Violonistas: 3
Parentes em casa: 3
Canções do Roberto Carlos entoadas durante a noite: 5674
Namorados: -387
Parentes mais velhos perguntando se eu não tenho um namorado: 343
Parentes mais velhos do sexo feminino sugerindo que eu vá à festa de Santo Antonio hoje: 342
Quantidade de palavras trocadas com o amor platônico: -123de oliveira4
Scraps de aniversário: 114
SMSs de aniversário: 2
Pessoas fofas que me botaram no post de aniversário: 1, 2, 3, 4, 5 (e não perguntem o porquê de não haver um link aí).
Depoimentos de aniversário: 2 (nota: bonitinhos)
Telefonemas de aniversário: 6
Telefonemas sinceros de aniversário: 2
E-mails de lojas parabenizando pela a data: 5894958965498
E-mail de lojas parabenizando pela data e relembrando que, para passar no processo seletivo de estágio, basta atualizar seu currículo no cadastro: 1. Apenas um.

Feliz Aniversário!!!
Para aumentar as suas chances mantenha seu currículo sempre atualizado.
— Fim do relatório —
Thank you (all)
Junho 7, 2008
Ok, então eu tô ouvindo Dido e todo mundo sabe que isso é algo perigoso de se fazer, ainda mais tão perigosamente perto do dia dos namôs/20 anos. De repente me deu uma vontade muintoloca de falar sobre amores platônicos, dramas particulares e o cabelo mé-dô-nho do Eminem.
Mas então a minha cã acorda, depois de uma tarde inteira de preguiça ensolarada, e me olha com amor/sono/fome/saco cheio. Ela é tão, assim, transparente.
Pessoas bebem três litros d’água por mim (depois de comerem um saco inteiro de pipoca, devo frisar). Dão safanões imaginários. São legais.
O celular funciona. O dia t-o-d-o.
O youtube trabalha que é uma beleza. Dido included.
Minha mãe ganha um bingo. Coisa boa! Faqueiro, gentem.
And it’s not so bad, it’s not so bad.
O dia N
Junho 5, 2008
Já ouvi muita gente falando que tem pena de quem nasceu no Natal, porque o pobre coitado ganha um presente só. É, é. Tadinho do coitado Natalino, né, o bom velhinho vai ser magro pra ele.
Bandodeamadores.
Fazer aniversário no Natal é fichinha, vâm combinar? Você ganha um presente só, mas é um baaaita dum presente. Uma vez o aniversário da minha irmã mais velha caiu na Páscoa, na Páscoa!, e ela ganhou um autorama, cara. Um autorama novinho, novinho, patrão! É tipo a injustiça do mundo, as crianças passando mal de tanto chocolate e ela, well, passando mal na pista com o carrinho vermelho (e ainda por cima o carrinho vermelho era dela! DEUS).
Quero ver vocês fazendo aniversário no dia dos namorados. Que nem eu. Arrá.
Sim, sim. Já não me basta esse maledeto ascendente em Peixes, que faz da minha vida hahaha emocional um roteiro bollywoodiano (é, com b) dos mais megalomaníacos, ainda tem essa de nascer no dia dos namôs. Como disse uma amiga minha, eu estraguei o clima de romance no ar do papai e da mamãe, lá nos meados de 1988, mas duvido que os dois fossem fazer um jantar romântico no hospital, só pra constar.

- Eu quero te beijar inteira e fazer uma peridural com você, baby!
Bom, voltando. Essa coisa de fazer niver nO Dia N já me estressou mais. Ficava benloca de sair pra qualquer lugar e encontrar casalzinho se encarando com olhos frouxos, mãozinha dada. Ai, só de imaginar a cena, já me dava revertérios. Aí eu fui ficando menos nervosa (e cone, mais solidária, e até achei bacana ter tanta gente feliz no mesmo dia que eu.
Mas que se dane. Enquanto eu não ganhar aquele cachorro de olhos gigantes do meu príncipe Caspian futuro namô, vou continuar fingindo que odeio, meu Deus!, eu odeeeio o dia dos namorados.
Bipolaridade estrogênica hollywoodiana
Junho 4, 2008
Um: eu sempre me considerei uma pessoa influenciável, mas não tanto assim. Achava que propagandas podiam ir e vir sem que eu jamais me desse conta da existência delas, basicamente porque eu sou ultra-mega-master desligada para esse tipo de coisa (e pra todas as outras do universo, mas abafa). Nunca comi um sanduíche novo no McDonald’s, não sei a música dos cachinhos na cachola e dificilmente vou à C&A por causa da XL Bindchen. Aliás, dificilmente eu vou à C&A: Fredy é bem mais tendência.
Dois: eu não costumo ligar pra aparência tanto assim, mas quando encano com um carinha, é fogo.
Três: Sempre achei que Nárnia fosse uma imitação semi-bêbada de Senhor dos Anéis – principalmente porque o Tolkien e o C.S. Lewis adouraaaavam um pub -, com atores sem expressão e um integrante do KLB disfarçado de rei.

Nunca me enganou, bonitão
Então agora alguém me explica COMO que eu comecei a surtar com todos os trailers de “Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian” – e já vi o bendito filme duas vezes desde a estréia, que foi sexta-feira passada. Aliás, alguém me explica como eu fui ver esse filme duas vezes e voltei da última sessão com o livro das Crônicas, volume único, que estava lendo compulsivamente até meia hora.
Será que a atuação da galera narniana melhorou? A trama é mais envolvente, o diretor caprichou, o abandono do apelo religioso do roteiro tornou a coisa mais bacana e interessante de ser vista? Será que é tudo coisa do Aslam?

Ben não-me-importa-você-é-lindo Barnes é o príncipe do título
Aaaaaaaaah, ok.
For Narniaaaaa! lá em casa.