Fim.

O fim nunca é fim, é só formalidade. Lá atrás tem um turning point que você não viu, ele já denunciava que a sessão ia acabar. Talvez você não quisesse acreditar, aceitar que chegaria. Tava tão bom aquele comodismo, aquela vida, aquele filme, o episódio de Pushing Daisies. A música. Você sentiu a bateria tocar no seu coração? Eu também, que bom. Só que agora vai acabar, um minuto depois do solo de guitarra. Não se apegue.

Mas que graça a vida teria sem aquela dose de brilho nos olhos? Gostar, amar, adorar e até se acostumar depois. Tudo é graça, encantamento. A gente gosta dos truques. Sair daquela vida solitária que te espera presa ao chão, espreitando seu vôo com os olhos semicerrados e o pau-de-macarrão. Voar até furar as nuvens. Depois, cair. Depois, voltar. Antes não. Não antes do tempo.

A música, a mágica, o aniversário só termina quando acaba. E dá espaço ao novo, de novo.

Começo.