Sabe aquela medida que tá correndo na Assembléia, sobre modelos magras demais? Poisé rapaz, se a garota tem Índice de Massa Corpórea (o temível IMC, figurinha tarimbada do Fantástico) abaixo de 18, não vai pras passarelas, no no no. O que, no fundo, eu acho ótimo. Talvez essa medida diminua a necessidade doentiiiiiiia de emagrecer e seguir parâmetros inalcançáveis impostos pela mídia blablablá whiskas sachê for life.

Eu não pergunto as últimas tendências da moda para esqueletos (embora alguns se vistam muito bem). Não me visto como os manequins das lojas – aliás, eles são bizarros. Os sem-cabeça são os piores de todos. Se ainda eles tivessem moral (e olhos) e encarassem você com aquele olhar fixo de, sei lá, plástico ou kriptonita mármore, dava pra sair correndo, em pânico, jurando que ele piscou. Mas o quê esperar de um manequim sem-cabeça? Uma legião de sem-cabeças, óbvio!! Eles querem mais do que o seu cérebro, querem a sua CABEÇA INTEIRA! O horror, o horror! Armagedon será quando os manequins sem-cabeça saírem das suas vitrines em busca de sangue sangue sangue e couro cabeludo. Jesuis, tô até arrepiada.

Mas então, voltando: eu não sou magra (mesmo. Não. MESMO). Aliás, conheço poooucas pessoas realmente esqueléticas. Nem a J-Lo from da block não é. Quem come três refeições ao dia, respeitando pirâmides alimentares (ou não) também não. Aliás, quem come não pode ser tão magro assim.

Pra ser bonito, precisa ter (no mínimo, ok, anotaí) pele, carne subcutânea e ossos, e não só dois desses itens, tá? Dois não vale, ficadica. E lembre-se disso quando olhar pros manequins: eles não têm nenhum dos três itens (mas ainda vão soar as trombetas do Fim do Mundo) e são horrendos, meu Deus, realmente horrendos. Cabelos de plástico! Tem dó.