Oi, hoje eu decidi que esse blog tá muito pouco interativo. Resolvi mudar. Vai lá pegar suas calças de pijama, seu bom humor, um radinho a pilha e a tesoura sem ponta, para não preocupar papai e mamãe, que eu vou te ensinar a dançar. :D Isso, eu. Euzinha, eu, oi, eu! Não, não vai embora ainda, fiiica. Paquê virada cultural se você pode muuuito bem se virar culturalmente sozinho, no conforto do lar? Sentaê e vem aprender English Country Dance com a gente! [/Eliana]

Sabe o que é English Country Dance? Não? Então primeiro, calma, que eu preciso de apresentar outras coisas, digo, pessoas, sons e fatos. Primeiro, digam oi pra Jane Austen. Não sejam rudes, ela é bacana e inglesa e a franja dela parece com a minha num bad, very bad hair day.

 

Ooooi Jaaane!

 

Ok. A Jane é bacanuda. Escreveu mil livros sobre a época em que ela vivia, um negócio simpático mesmo, porque eram pooucas mulheres que faziam isso, ainda mais as que escreviam bem bem como ela! Você já deve ter topado com a Jane por aí, e sabe por que, sabe por queeeeê? Porque todo ator britânico bonitinho e/ou carrancudo já fez algum filme inspirado em livros dela, tipo Hugh Grant (UHUM!), Colin Firth (típico), o Mr. Darcy bonitinho de “Orgulho e Preconceito” Matthew Macfadyen… e Alan Rickman. Hihi.

Aah, reconheceu “Orgulho e Preconceito”? Bom! “Razão e Sensibilidade” (é, gosta dum nome composto, sim) e “Emma”, por exemplo, também são inspirados nos livros dela. Filmes liundos maravilhounsos, daqueles que ganham prêmio de melhor figurino e fotografia, saca? Então. E as histórias, well, eram realmente poucas pessoas que narravam a sociedade do mesmo jeito que a Jane, toda corajosa e pá.

Em boa parte de suas obras - ok, o que eu  vi, pelo menos -, ela menciona grandes bailes promovidos por ricaços ou nobres. A idéia dos pais da época era justamente despachar a filharada pra casar, e nesses bailes as pessoas se conheciam, dançavam juntzinhas, às vezes até conversavam!, e arranjavam partidões igualzim às baladas de hoje em dia. O English Country Dance, que eu mencionei lá no comecinho do post, é o tipo de dança que rolava nesses bailes e que agora você vai aprender em simples, siiiimples passos.

Primeiro bota a música aê DJ e veja esse videozinho que, não à toa, foi feito por uns amigos meus, porque nós somos neeerds, neeerds, neeeerds, nós somos neeerds do exército da web daqui nem um mês vai ter baile de máscaras e, well, a gente vai dançar English Country Dance. =)

 

 

Quando o ritmo já estiver em você, começa a decoreba. O esquema é assim ó, totalmente testado e aprovado por mim e por outras três personalidades minhas, que adoramos treinar quando ninguém tá vendo:

Apresentação – ombrinho&olhadinha sécsee quero ser seu par - brinde ca galera – vejo tudo girar depois do brinde ca galera.

Facim, né? É só pensar que os carinhas tão se conhecendo. Aí vem mais desafios.

Troca 1º par, troca 2º par e todo mundo gira feliz pro lugar onde tava.

É a busca pelo kosmos, saca. Status quo na veia.

1º casal passeia, depois todos sepegandinho. 2º casal, todos sepegandinho de novo e joga os cabelos sécsee pra trás no final.

O casalzinho já tá com muito mais intimidade e com medinho de se separar. Ah, o amor se manifestando.

Pula vai, pula volta. Palma coamiguinha, gira gira, palma coparzinho, gira gira.

Segura essa, Keira Knightley.

Troca com o par, troca com a amiguinha, e todo mundo gira feliz porque, enfim, acabou.

Podem cortar a parte do “apaga isso e filma dinov” porque ela não tá inclusa no pacote, ok? Agora é só chamar seus três amiguinhos prediletos e cair nanight! Com o diferencial de que ninguém vai dançar que nem vocês, ninguém vai tirar os olhos de vocês e ainda por cima vão perguntar o que vocês estão fazendo com um puxa ar de interesse e medo.

Foi um sábado interessante no Ibirapuera.

Sabe aquela medida que tá correndo na Assembléia, sobre modelos magras demais? Poisé rapaz, se a garota tem Índice de Massa Corpórea (o temível IMC, figurinha tarimbada do Fantástico) abaixo de 18, não vai pras passarelas, no no no. O que, no fundo, eu acho ótimo. Talvez essa medida diminua a necessidade doentiiiiiiia de emagrecer e seguir parâmetros inalcançáveis impostos pela mídia blablablá whiskas sachê for life.

Eu não pergunto as últimas tendências da moda para esqueletos (embora alguns se vistam muito bem). Não me visto como os manequins das lojas – aliás, eles são bizarros. Os sem-cabeça são os piores de todos. Se ainda eles tivessem moral (e olhos) e encarassem você com aquele olhar fixo de, sei lá, plástico ou kriptonita mármore, dava pra sair correndo, em pânico, jurando que ele piscou. Mas o quê esperar de um manequim sem-cabeça? Uma legião de sem-cabeças, óbvio!! Eles querem mais do que o seu cérebro, querem a sua CABEÇA INTEIRA! O horror, o horror! Armagedon será quando os manequins sem-cabeça saírem das suas vitrines em busca de sangue sangue sangue e couro cabeludo. Jesuis, tô até arrepiada.

Mas então, voltando: eu não sou magra (mesmo. Não. MESMO). Aliás, conheço poooucas pessoas realmente esqueléticas. Nem a J-Lo from da block não é. Quem come três refeições ao dia, respeitando pirâmides alimentares (ou não) também não. Aliás, quem come não pode ser tão magro assim.

Pra ser bonito, precisa ter (no mínimo, ok, anotaí) pele, carne subcutânea e ossos, e não só dois desses itens, tá? Dois não vale, ficadica. E lembre-se disso quando olhar pros manequins: eles não têm nenhum dos três itens (mas ainda vão soar as trombetas do Fim do Mundo) e são horrendos, meu Deus, realmente horrendos. Cabelos de plástico! Tem dó.

Discussão Frágil

Abril 18, 2008

Posso falar? Acho besteira esse negócio de “sexo frágil” e “sexo forte”. Besteira mesmo. Não só porque dá margem à uma série de trocadilhos em uma mente poluída infames, mas porque não faz um pingo de sentido, e não dum jeito bacana tipo desenhos nonsense. Tem gente (sem mais o que fazer) que adora dividir as pessoas em categorias bizarras, e isso de sexo forte parece realmente ser um bom exemplo de idiotice. “Ok, você é do sexo forte, vai poder passar duas vezes na fila da sobremesa”.

Quem é mais forte? O cara que carrega concreto na construção todo dia, embaixo de sol, ou a mulher que cuida dos filhos sozinha? A moça que manda numa empresa gigantesca ou o homem que aprendeu a cozinhar quando a mulher morreu? Todos! Nenhum! Cada um ao seu modo! Ser forte independe de chorar ou sofrer. Ser forte é agir, acho. Reagir. E crescer. Independentemente do que o médico contou pra sua mãe quando você nasceu.

Fim de papo. Porque eu sou mulher, menstruo, engravido e vou botar um ponto final nessa história (mas um homem também poderia fazer isso com facilidade, sem a parte de engravidar (ok, há controvérsias) ou TPM)). Hunf.

Amor é filme

Abril 18, 2008

Aprendeu a amar em Hollywood.

As comédias românticas ensinavam tudo o que ela precisava saber. A troca de olhares, o sorriso tímido, a princípio. Situações absurdas, conversas sem sentido, as risadas sinceras – tudo prontinho, esperando um receptor. Treinava suas sobrancelhas na frente do espelho, tentando manter aquela expressão da Julia Roberts – “serena e misteriosa” - em Um Lugar Chamado Notting Hill.

Ensaiava diálogos imaginários, enquanto andava em círculos pela casa.  Ouvia música de olhos fechados, imaginando cenas e cenários. A briga. A separação. A fossa, o telefonema arrependido, cidade cinzenta ao fundo e Why Does My Heart Feels so Bad? . Encontros de reconciliação embaixo da chuva torrencial, os cabelos voando em todas as direções. Ela sabia como ia ser seu casamento. A noite perto da lareira. O céu estrelado e as redes. Aquelas férias em Acapulco no Havaí.

Um dia, então, casou-se. Ele não parecia o Jude Law, mas era bom moço. Casaram-se em uma cerimônia pequena, sem grandes flashes ou perseguições no aeroporto. Quase não brigam, aliás; ele a respeita demais para isso. Moram em um apartamento simpático, onde vivem com os cachorros e o gato voluntarioso.

Ela busca um vilão que a tire do tédio que o happy ending lhe causou.

Tô Perigosa Mesmo

Abril 15, 2008

Então ele disse pra ela: “ai, que gracinha que ela é, quando acredita em tudo que eu falo!”. Dando sorrisinhos. Apertando bochechinhas. Pressionando narizinhos. Só faltava um móbile na cena, talvez um urso Pooh ao lado do berço e roupas com palhacinhos. Colgate e Doriana também, claro.

Ela bufou. Avisando. Me senti mal por ela.

Ele: “ai, ai que fofurinha, ai que linda que ela é quando erra a senha do e-mail. *beijos beijos beijos* Vamos, vamos lá, você consegue, amor. Você consegue, não consegue? Acho que consegue! Hihihi.”

Ela rosnou.

“Pára, $*()#$ (finge que isso aí é o nome dele).”

“Ai, olha que coisinha *beijos* mais *beijos* lindinha *beijos* de todas ela é quando fica bravinha, ai que linda, ai que linda”.

Acho que nenhum dos dois percebeu quando eu uivei, arranquei meu couro cabeludo com os dentes e vomitei no lixo ao lado.

Detesto felicidade debilóide-apaixonada, mas só às terças-feiras.

Ooook, aos domingos também. Não sejamos injustos.

Vamos à declaração bombástica da semana. Agüenta, coração! [/domingo não-legal] Segurem-se nas poltronas, apertem os olhos, abram os ouvidos, façam três flexões à luz do luar e dêem um pulinho!, porque a declaração vai ser boa.

Lá vai. É boa mesmo. Sérião.

Eu acredito em mágica.

Não, calma, oi. Não vai embora assim. Não é porque eu faço cosplay (opa, contei) que a minha palavra em relação a mágicas e coisas assim não valha nada. Eu tenho uma varinha, ok, mas todo mundo sabe que dá pra fazer bom e mau uso dela. Hã, peraí que eu já desvirtuei todo o tema e botei duplo sentido até onde não devia ter botado nada. Ahn… deixa pra lá.

Acontece que, ó, vamos por partes? Eu tenho meu mundinho, certo? Meu mundinho, colorido, vibrante, Tim Burton everywhere. E gosto muito dele, ainda mais aos domingos (especialmente nos que mamãe não pede pizza). Até aí, beleza. Claro que esse mundinho não é só meu; são tantos os amigos que têm uma casinha por lá – aliás, suspeito que meu mundinho seja só um país pequerrucho, parte de um grande mundinho lindão.

Até uns monstros azuis teimam em aparecer de vez em quando, e são bem-vindos. Um mundinho (ou paísinho) não cresce só com boas intenções de todas as partes. Não ia ter ação dramática, saca? Nem turning points. Os peixes, contudo, estão garantidos, ainda mais em dias especiais como hoje.

(Liga não, foi um parágrafo dedicado àquelas pessoas que dizem que eu não dedico mais parágrafos a elas. A não ser que você seja uma dessas pessoas: nesse caso, ligue sim. :D )

Acontece que alguém entrou nesse mundinho. Aham. Alguém que eu não sabia que tinha entrado. Não que precise de permissão para isso, mas… entrou. E externou. Botou no mundo. Dum jeito lindo, mágico, poético, que eu não esperava. Aliás, nenhum dos cidadãos do tal mundinho esperava uma versão tão doce (e loucamente colorida!) dele.

E eu acredito em mágica viiiu como o começo do post tem lógica? justamente por isso: não é normal que alguém consiga entender tão perfeitamente aquilo que é trágico e maravilhoso – como a vida -, mas é ainda mais anormal encontrar isso na televisão. No horário nobre aquilo que a gente quer, sentir e experimentar todo dia.

Meu mundinho estréia hoje, na Warner, às 21 horas, e atende pelo nome de Pushing Daisies.

 


Não compara com Amélie, todo mundo já o fez. Mas não é igualzim?? *-*v

As dores do mundo

Abril 9, 2008

E aí, lembra do primeiro soco que você levou? Bom, talvez lembre, se ele tiver vindo acompanhado por, sei lá, um monte de broncas terríveis de alguém que você gosta ou um pau de macarrão girando no alto. Ok, vamos dificultar: e o primeiro tombo? O primeiro raspão na parede? E aquela vez que seu braço ficou na maçaneta? Horrível, né? Seu cotovelo naquele ângulo estranho, a pele toda levantada, nojinho, ugh, pára.

Mas você superou. Levou um tombo, chorou, doeu pra caramba, mas passou. Aquele olho roxo rendeu uma semana de saquinhos de gelo, mas você quase pisca como uma pessoa normal. Tem tanta dor que você nem sente mais! Minhas irmãs iam no dentista toda semana pra ajeitar o aparelho, e foram poucas as vezes que elas voltaram chorando fogo. A gente vai levando essa dor, esse choque, aquele roxo na perna. A gente vai ficando menos sensível às coisas, não chora, tem vergonha.  

E acho que a mesma coisa acontece quando se trata de notícias horrorosas. A gente começa se espantando muito com tudo – acho que fiquei uma semana com os olhos desfocados, quando a Princesa Diana morreu. Ou o Senna. O Heath Ledger. João Hélio te lembra alguma coisa? Terrível. E o bebê no saco de lixo? O caso Richtofen?  E aqueles tantos outros, que nem chegamos a conhecer? Pois é.

Se a gente captasse tudo de todas as dores de mundo, a chance de ficarmos doidos ia ser insana (hã). Não pensaríamos noutra coisa, nem Sweeney Todd a gente ia conseguir ver. Íamos chorar por tristezas que, frieza seja feita, não são nossas. São tragédias terríveis, problemas imensos e chocantes, mas que ainda continuarão a existir, de formas ainda mais atrozes, como não? A vida anda tão difícil, o medo tão dissipado, que num tem jeito de ser diferente: a gente se coloca atrás de um escudo impermeável de “nem-ligo”, pra não endoidecer. Porque a gente liga, sim. Ah, se liga.

Bang!

Abril 7, 2008

Dizem (e se não dizem, tô dizeno, me deixa) que os piores textos de se escrever são aqueles que significam uma coisa muito grande pra gente. Um acontecimento sem tamanho, distância ou peso; simplesmente inenarrável, por toda a sua dimensão e grandeza. Uma coisa que simplesmente não precisa de palavras pra ser contada; o menor sorriso já emana toda e qualquer luz - sim, porque felicidade é nada mais que uma explosão de hidrogênio e hélio interna, um Big Bang particular - que se queira transmitir por meio até das palavras mais bonitas que houver.

 

 

E eu concordo.

Resumir em um post a sorte que eu tenho há três anos – e o olé! absurdo que ela deu nesse último final de semana, superando qualquer gran finale esperável - é tentar fazer malabarismo com fogo em uma piscina de álcool.

Então me desculpem pelo post tão cheio de nada, faroésticas queridas, porque eu realmente tô sem palavras (ou agudos! :P ) pra explicar pro mundo o quanto foi liundo esse curta-metragem de bang-bang que vocês fizeram nas terras daqui. Sem tiros, mortes ou John Wayne – mas de efeito inesquecível para todos os sorrisos acima que, suspeito eu, vão durar um tempão nos respectivos rostos.

 

(E, ai, ficadica? Derretam de inveja com as minhas desiluminâncias? Obrigada)

Uma moda de roupa

Abril 5, 2008

Não posso ver Gossip Girl. Se eu travar contato por mais de cinco minutos com as roupas da Blair, meus olhos e cérebro vão derreter de tanto ódio, e eu entenderia o pleno significado da expressão “inveja mata”. Meu DEUS, onde ela compra aquelas saias? E os sapatos, gente, os sapatos, redondinhos de salto alto!!! É quase um atentado andar tão bem vestida por aí. Sai, xispa, xôôô, vê se morre no caminho, sua Blair boboca. Ah, eu calço 38, caso a família dela queira doar coisas aos menos afortunados quando ela bater as botas (de cano longo!).

Ainda assim, eu gosto das minhas roupas. Tenho uns dez orgulhos em forma de camiseta, poucas lycras, muitas cores e é isso aí. Poliéster algum vai tolher meu espírito criativo, ok? Não me deixo abater por um simples cachecol bicolor ou um all-star de cano pseudo alto, porque o que está in é trazer o in pro out, saca? Em outras palavras, é muito mais bacana se vestir com coisas que te deixam superconfortável e pimpã do que, sei lá, trajes lindos que vieram de Paris sem escalas, mas que parecem mais ter saído do baú da vó. E se você faz a linha brechó fashionstyle, pense no contrário: cê ia gostar de andar por aí com leggins roxas estilo Mika, mesmo que a XL Bindchen tenha acabado de desfilar com uma delas em comercial de sandália? Pois é.

Rola conferir a moda de vez enquando, pra descobrir se a sua boca-de-sino finalmente vai voltar a sair nas lojas e tal. Mas não dá pra viver de modinha. Em pouco tempo a moda muda e você vai ter que mudar também… o que nem sempre é tão legal assim. Os crocs são a prova viva e horrenda disso.

 

Photo credits Jan W
Amor, eu sei que a Páscoa ‘tava aí, mas essas orelhas nããão te favorecem e as abelhas são too much.

 

(Foto por Jan W ~ Fail Dogs)