I’ll make you sure about it

Novembro 26, 2007

Eu desconfio loucamente das músicas de amor, antes de pensar em gostar delas. Primeiro, porque eu sou naturalmente revoltada com manifestações piegas – birra que se torna realmente especial nos dias 12 de junho – e já disse, em outros tempos, que neguei muita Toni Braxton pra começar a desandar agora. É. Eu disse isso.

Mas hoje vai rolar um post sobre músicas de amor. Na verdade, sobre uma apenas!, que nos últimos dois dias têm ecoado com freqüência entre os meus neurônios. Tem tanto espaço livre entre as minhas queridas terminações nervosas que a música fica simplesmente pinguepongueando de um lado pro outro, ora aparecendo, ora sendo engolida pelo limbo mental e dando espaço a falas da Disney ou cenas do cotidiano bizarras que ainda vão aparecer por aqui.

Tenho que deixar uma coisa bem clara, claríssima, antes de continuar. Música de amor (insira sinal de “diferente” aqui) lovesong. Lovesongs são aquelas que costumam aparecer arrebanhadas em CDs cujo título, na maioria dos casos, poderia ser usado como fala de impacto de Paulina Bracio, ou tratam-se de palavras cantadas por pessoas que até, pode-se dizer, são talentosas, mas um tanto quanto fake; sentimentalismo demais não convence, não dá. E as músicas de amor são… de amor, simplesmente amor, e sim, existiu um trocadilho ínfimo e infame aqui, que você não percebeu porque eu ainda não disse que a música toca em “Simplesmente Amor”. Essa canção aí, que até post ganha, fala de amor, não importa de que tipo. Pode se aplicar à sua família, assim como no caso do compositor; mas também ao seus amigos, às suas platonices. É uma música-de-amor-sem-precisar-de-agudos-medonhos.

God Only Knows. Beach Boys. A canção “tudo-termina-bem” de “Simplesmente Amor”, um dos melhores filmes que eu já vi. “A mais bela balada já inventada”, ou algo assim, segundo um tal McCartney. A música “moçada, a gente cresceu” dos Beach Boys, segundo o Sérgio Machado, crítico de música da não Veja. Da primeira vez que ouvi essa música, que eu me lembre, tive alguns colapsos amigáveis, de verdade. Senti que a vida podia ser mesmo uma coisa bacana, vejam só – mas pode ser culpa do Santoro também. Ou do Colin Firth. Aaaah, Colin Firth…

Caham, voltando. É uma canção linda, cara. Linda, linda mesmo, os instrumentos iniciais maravilhosos, aquela aura Beatle absurda em cada acorde. Mas ser apenas um sonzinho bonito não é um mérito, vamos ser sinceros. Tem muita música maravilhosa por aí. Existem bandas talentosas de fato, isso não é a grande novidade. Só que essa música tem um elemento Kellok’s, apesar de não despertar o tigre em você: alguma coisa especial. Uma certa magia escondida em um ponto estratégico no meio de tantas notas, que faz você ouvir o mesmo refrão milhares de vezes e mesmo assim não enjoar.

Mas é aqui que começa a supimpa mágica. Depois da quinta rodada de God Only Knows, resolvi ir atrás da letra, só pra ter certeza de algumas palavrinhas que apareciam na música, e…

Bom, deixo o resto com vocês. Coloquem a música pra tocar (o que pode ser tranqüilamente feito ao clicar aqui, porque eu sou super legal e Youtube é salvador), antes de mais nada, e depois cliquem aqui. Mesmo que não seja para ler a letra, dêem uma olhadela básica nos depoimentos, principalmente o de uma moça (será moça? será de verdade?..) chamada Nancy. Não é nada de inédito, mas… ah, julguem vocês mesmos.

E… circulando, circulando, que hoje eu tô sentimental!! >/