Medo e delírio ou Por que eu sempre gostei mais do Pato Donald
Novembro 30, 2007
Vou.
Aah, mas ainda tá cedo, olha a hora!… ainda é 30 de novembro, tem grilo não, ainda tenho tempo. Não preciso ir… agora, nesse exato momento. Tá cedo, ainda. Pode ficar pra depois, não pode?… Não?…
Mas eu sou tão jooovem! 19 anos, nem sei nada da vida. É, eu mal sei das coisas do mundo. Eu não agüento o baque de um não, cara. E se dá errado? Monstruosamente errado? E se o bolo desanda, a água ferve, sem o meu consentimento?
Então faz assim, vai você primeiro. Isso, vai primeiro e se tudo estiver ok, eu te sigo, vou logo atrás de você, é. Ah, vai dizer que tá com medo também? Quem é o corajoso aqui, han? Era pra ser você! Ah… era pra ser eu? Bom, surpresa!, eu sou a covardia em pessoa, obrigada por perguntar. Sou boa de planos mirabolantes, ótima em criar realidades que nunca existiram, mas não me peça pra ser prática, eu não sou prática.
Agora vai indo na frente, logo, que eu tô com pressa. O tempo tá acabando e já estamos atrasados. Ambos sabemos que não há mais nada a perder, não é verdade?
Ou será que há? Dignidade está sempre aí pra ser perdida, minha gente, e eu sou muito afeiçoada à minha, tem valor sentimental. Mas à exceção da dignidade, meu couro meu courinho, gosto tanto dela!, não há mais nada a perder. Se houver, descobriremos perdendo, e pelo menos nós tentamos e não sairemos desse ano sem ter ao menos nos arriscado.
A vida é, de fato, um jogo de azar em todos os sentidos; se os sortudos fossem maioria, estabeleceria-se o caos. Seriam todos felizes e contentes e não haveria Donalds, apenas Gastões.
E todo mundo sabe que o Gastão beira o insuportável.
Nariz de Cera
Novembro 29, 2007
Cyrano de Bergerac é lenda, é mito, é Rostand. É homem que eu sempre procurei, mas jamais vou encontrar. Poeta e espadachim. Apaixonante e apaixonado. Emissor e Receptor. Real e fictício. Peça de teatro e filme. Férrer e Coquelin. Narigudo e excepcionalmente belo. Cyrano é o cara.
O cara totalmente improvável, nos dias atuais. Se tivesse nascido próximo à era de Aquário, as coisas teriam sido muito diferentes para o sr. Bergerac. Ele não sofreria por causa de um nariz, nãão!… corria pro Pitangy e pedia pra sair cortar. Ou mandaria um vídeo para o Extreme Makeover in Paris, e em questão de meses voltava outra pessoa, de cabelo e nariz aparados e cheio de músculos (não o nariz, o Cyrano). Isto feito, na festa que armariam pra sua volta, o poeta jogaria Cristiano pra escandeio e fugiria com Roxanne para Las Vegas, onde um Elvis abençoaria a união do feliz e poético casal.
O Bergerac reloaded não integraria o exército, porque eu não quero =). Imagino que assumiria de vez a paixão pela poesia, mas como era grifinório valente por natureza, talvez curtisse umas escaladas, uns raftings no fim de semana. Se corresse nas suas veias, de fato, o sangue militar, Cycy faria parte da Tropa de Elite.
Capitão Nascimento ia fazer número dois nas calças sempre que olhasse para o Capitão Bergerac.
(Eu que sempre gostei de Cyrano, resolvi encarná-lo hoje; daí o post. Me falta um incentivo como Roxanne, é fato, mas ver as minhas palavras, as minhas pensadas palavrinhas – que se tivessem um quinto da poesia das de Cyrano, eu já me daria por satisfeitíssima -, irem à boca de uma moça para elogio do amado… foi faaantástico! =D)
PS 1: Tá boiando mais que Leonardo di Caprio em Titanic? Clica aqui, ó -> (aqui)
PS 2: não-é-possível!:
“Cyrano de Bergerac
A nova novela das 6 substituindo desejo proibido. Está prevista para estrear em junho de 2008. Baseada no original fraces de Edmund Rostand, novela de Manoel Carlos.”
ILLLLLLLL!!
I’ll make you sure about it
Novembro 26, 2007
Eu desconfio loucamente das músicas de amor, antes de pensar em gostar delas. Primeiro, porque eu sou naturalmente revoltada com manifestações piegas – birra que se torna realmente especial nos dias 12 de junho – e já disse, em outros tempos, que neguei muita Toni Braxton pra começar a desandar agora. É. Eu disse isso.
Mas hoje vai rolar um post sobre músicas de amor. Na verdade, sobre uma apenas!, que nos últimos dois dias têm ecoado com freqüência entre os meus neurônios. Tem tanto espaço livre entre as minhas queridas terminações nervosas que a música fica simplesmente pinguepongueando de um lado pro outro, ora aparecendo, ora sendo engolida pelo limbo mental e dando espaço a falas da Disney ou cenas do cotidiano bizarras que ainda vão aparecer por aqui.
Tenho que deixar uma coisa bem clara, claríssima, antes de continuar. Música de amor (insira sinal de “diferente” aqui) lovesong. Lovesongs são aquelas que costumam aparecer arrebanhadas em CDs cujo título, na maioria dos casos, poderia ser usado como fala de impacto de Paulina Bracio, ou tratam-se de palavras cantadas por pessoas que até, pode-se dizer, são talentosas, mas um tanto quanto fake; sentimentalismo demais não convence, não dá. E as músicas de amor são… de amor, simplesmente amor, e sim, existiu um trocadilho ínfimo e infame aqui, que você não percebeu porque eu ainda não disse que a música toca em “Simplesmente Amor”. Essa canção aí, que até post ganha, fala de amor, não importa de que tipo. Pode se aplicar à sua família, assim como no caso do compositor; mas também ao seus amigos, às suas platonices. É uma música-de-amor-sem-precisar-de-agudos-medonhos.
God Only Knows. Beach Boys. A canção “tudo-termina-bem” de “Simplesmente Amor”, um dos melhores filmes que eu já vi. “A mais bela balada já inventada”, ou algo assim, segundo um tal McCartney. A música “moçada, a gente cresceu” dos Beach Boys, segundo o Sérgio Machado, crítico de música da não Veja. Da primeira vez que ouvi essa música, que eu me lembre, tive alguns colapsos amigáveis, de verdade. Senti que a vida podia ser mesmo uma coisa bacana, vejam só – mas pode ser culpa do Santoro também. Ou do Colin Firth. Aaaah, Colin Firth…
Caham, voltando. É uma canção linda, cara. Linda, linda mesmo, os instrumentos iniciais maravilhosos, aquela aura Beatle absurda em cada acorde. Mas ser apenas um sonzinho bonito não é um mérito, vamos ser sinceros. Tem muita música maravilhosa por aí. Existem bandas talentosas de fato, isso não é a grande novidade. Só que essa música tem um elemento Kellok’s, apesar de não despertar o tigre em você: alguma coisa especial. Uma certa magia escondida em um ponto estratégico no meio de tantas notas, que faz você ouvir o mesmo refrão milhares de vezes e mesmo assim não enjoar.
Mas é aqui que começa a supimpa mágica. Depois da quinta rodada de God Only Knows, resolvi ir atrás da letra, só pra ter certeza de algumas palavrinhas que apareciam na música, e…
Bom, deixo o resto com vocês. Coloquem a música pra tocar (o que pode ser tranqüilamente feito ao clicar aqui, porque eu sou super legal e Youtube é salvador), antes de mais nada, e depois cliquem aqui. Mesmo que não seja para ler a letra, dêem uma olhadela básica nos depoimentos, principalmente o de uma moça (será moça? será de verdade?..) chamada Nancy. Não é nada de inédito, mas… ah, julguem vocês mesmos.
E… circulando, circulando, que hoje eu tô sentimental!! >/
Durma, medo meu
Novembro 20, 2007
Poucas coisas são tão genuínas e inconfundíveis nessa vida (e na dos outros) quanto o medo. Há quem diga que o amor também se encaixa nessas categorias, mas eu penso que é bem o contrário (e como profunda entendedora de medos, paixões e razões existenciais a perder de vista, naturalmente a minha opinião é absolutamente irrefutável e válida para a sua pessoa, é claro). Quantas vezes você já não pensou que era amor o que era afeto, carência, comodidade ou… medo de perder? Ah, esse medo, sempre nos surpreendendo em todas as suas variáveis, variantes ou o que mais de matemático houver.
Medo de morte, medo de curtir a vida adoidado; medo de ter doença, de não ter ninguém. Medo do desconhecido, medo do que já sabe que é perigoso; medo do nada absoluto, medo de absolutamente tudo. Funciona nos EUA, comigo e com você. E com todos nós.
Unhas roídas, olhos grandes demais, o quase-choro, a quase-palavra que engasga e treme e morre antes de sair. O medo tem seqüela hoje, amanhã, depois, não tem hora pra acabar. Medo é duradouro, é pra sempre e dá pavor. Alguns tremem nas bases só de pensar em ter medo, olha só que coisa. Esses alguns costumam levar cicatrizes na testa e milhões de pessoas aos cinemas a cada dois anos, então são praticamente bem-sucedidos na vida.
Einstein, Freud, Platão, todos foram nenéns e tiveram medo, assim como Shakespeare, Carla Perez (não sei do quê, mas sei que tem), Sauron, Frodo, Apolo, Gandhi, Regina Duarte, Hércules, Amélie Poulain, Hamlet e quem mais você quiser. E aposto que todos esses aí já tiveram dor de barriga também, parece que são mesmo coisas universais e socializantes.
Mas… se esse medo é meu e seu e nosso, e eu não sou a única nessa esfiha de carne Terra-Média grandona a sentir as pernas tremerem, o sangue afinar, o olho comichar, as palavras faltarem… porque é exatamente assim, sem ninguém, que eu me sinto, quando o medo aumenta?
Respostas abaixo, tenha a bondade.
E botar a culpa no dementador não vale. Eu sou chocólatra e continuo apavorada.
Template novo. Deixem à mão os óculos escuros.
Curtas Coisas & Mais da mesma
Novembro 16, 2007
Tenho obrigatoriamente que postar seis litros de coisas aqui hoje. A primeira é o teste supersupimpa que a dona Fran me passou. As outras… eu conto depois. Avante!
Último livro comprado
Tecnicamente, Harry Potter e as Insígnias da Morte.
Estou lendo agora
O Processo, de Kafka… há alguns anos. o_O E tenho um livro da Cásper pra ler, mas ainda não me decidi. E, claro, HP. De novo. Hã. =D
Número de livros que eu tenho
Aqui em casa deve ter, por alto, uns quinhentos. Mas como eu num curto muito os livros de Direito do papai e da irmã, não os considero meus. Meus mesmo devem ser uns cem, por aí.
Três livros que significam muito para mim
+ O Diário de Anne Frank;
+ Todos os Monteiros Lobatos da vida;
+ Harry Potter. (dããã)
Últimos filmes que vi
+ Ahn… Harry Potter!!! Com alguns familiares reunidos. Meu bom-humor está lá nas alturas desde então. =) Ratattouille me espera agora.
Filmes que significam muito para mim
+ Hércules;
+ Anastacia, foreeeeeeever. Cara, estou tendo colapsos nervosos agora. Só eu não sabia que o John-Cusack-oi-casa-comigo dubla o DIMITRI-oi-personagem-mais-adorável-ever?!?! Justo EU não sabia?
+ O Estranho Mundo de Jack, dã;
+ Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas, dãã;
+ O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, dããããã ad eternum;
+ Simplesmente Amor e um dã pequeno pra você;
+ Em Busca da Terra do Nunca e cansei de dãs;
+ A Noviça Rebelde (que Clarissa não veja isso);
+ Moulin Rouge;
+ O Auto da Compadecida;
+ Yellow Submarine (é um marco na minha vida ok beijos);
+ Harry Potter e a Pedra Filosofal. Sim, não é o melhor, mas é o que registra o início de uma nova era;
+ Esqueceram de Mim (o 2, que é mais legal);
+ Acho que Procura-se um Amor que Goste de Cachorros pode entrar nessa lista. Afinal, eu vejo… ehr… todo dia.
E pronto, chega, cabou.
Último “cd” que eu comprei
Comprei uns mil CDs pra gravar o trabalho de Radiojornalismo, mas acho que não é isso que você tá perguntando, néam. O último CD CD, mesmo, foi o da trilha sonora da Fantástica Fábrica de Chocolates, by Danny Elfman. Ano passado. (:
Música que está ouvindo agora
Lucy In The Sky With Diamonds O_o
Quase três músicas que significaram muito pra mim
+ Minha Casa, do Zeca Baleiro;
+ João e Maria e Iolanda, Chico Buarque;
+ Do Queen: Don’t Stop Me Now, Bohemian Rhapsody-coração-eterno-para-ela, The Show Must Go On… é, acho que tá bom.
+ Teatro Mágico em geral.
+ Twist and Shout, Besourinhos, pra terminar. Sabe o que é amar uma música de paixão e lembrar dos seus cinco com anos por causa dela? Então.
Bebida favorita
Coca-Cola forever in my heart. Ou milshake de Nutella, que eu nunca tomei – mas ah, eu vou tomar.
Entidade favorita
q
Férias favoritas
As últimas. =) Pouca Neverland, mas muitos amigos, maratonas nerds, escaladas, gente nova e tudo o mais. Julho foi muito melhor do que eu esperava, em quase todos os sentidos. Pena que agosto cansou de brincar. =(
Vício favorito
Harry Potter, pois é! E música, filmes, Coca-Cola, Johnny Depp e chocolate. A vida é dura. =|
++++++++++++++
Das coisas bizarras:
+ A Avenida Paulista é coisa de doido. Você abraça estranhos na rua e logo depois desvia do mendigo, velho conhecido seu, que conta segredos pro vento. Coisa pra pessoas fortes, de fato.
+ O Veríssimo é uma pessoa extremamente idealizável. E o mais divertido é que ele corresponde perfeitamente a todas as idealizações.
+ Salão do Jornalista Escritor. Milhares de cults, wannabes (hã), crianças, Jucas Kfouris, eu e a Bonie. E o Rogério, nosso ex-professor de MATEMÁTICA. Fantástico.
+ Uy pro Ruy Castro. Ele parecia tão legal, com Carmens e tudo mais.
+ Peixe Grande e Salões de Jornalistas Escritores unem as pessoas de um modo, assim, digamos, bizarro. =D
+ Não adianta, a história da Murta Piriguete não convence mais ninguém. E meu falsete é triste.
+ Ter a perspectiva de morrer escorregando em um cubo de gelo não é das mais emocionantes.
+ E vamos parar de cantar Chicago e Moulin Rouge na Fnac da Paulista. Meu professor tá lá, galera, não pega bem.
+ Um PS: afinal, qual é o cabelereiro do Barbeiro? Han, han?
E me lembrem de contar a história da calcinha no banheiro, porque ela é muito boa.
(Notem que esse post entrou pra TODAS as categorias existentes)
The whole world according to moi ;)*
Novembro 7, 2007
Alguém me traz um secador, porque quando eu vi os dois últimos comentários que chegaram aqui, eu gelei total. Comãssim, o Desiluminância ser um dos blogs que mais cresce no WordPress, se eu tô aqui tem nem dez dias?! Desconfiável, altamente desconfiável. (clique na figurinha abaixo pra constatar o absuuurdo)
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Mas resolvi deixar de lado todas as suspeitas e focar os pensamentos nos meus próximos planos infalíveis. Afinal de contas, não é todo dia que a gente cai nas graças de Bloggerman WordPressMan – mas acho que vou simplesmente chamá-lo de O Homem, porque soa mais misterioso e legal.
Então, pra começar, vai ser assim: nada de conspirações pinky-cerebrais de conquista mundial. Eu quero começar pequeno, com uma coisa mais portátil… como a Internet. Oras, é muito mais legal dominar a internet do que conquistar o mundo! Não vou ter que me envolver em questões territoriais, petrolíferas, aquáticas, greenwichicas. Eu não, credo, quando trabalho. Conquistar a internet é muito mais bacana, dá pra fazer sem sair de casa. E não, não vou dar detalhes dos meus planos maquiavélicos, afinal de contas, eu sou uma déspota em treinamento, queridões.
Quando eu já estiver dançando em cima da cabeça de Bill Gates com tamancas holandesas, é hora de começar a reciclar o Universo, tipo a Emília na reforma da natureza, sabem? Poisentão. E o mundo será muito mais simpático ao meu jeito.
Os hospitais, como eu já disse uma vez, assumirão uma cor muito mais alegre, não aquele branco-geladeira frio. Aliás, o mundo inteiro parecerá ter saído de um episódio de Pushing Daisies, que por sinal eu AINDA não vi. Sóis imensos, margaridas gigantes, leituras semanais de Anne Frank, O Guia do Mochileiro das Galáxias e, naturalmente, Harry Potter, porque eu irei manter minhas origens fanáticas.
As pessoas terão direito a cinema e teatro de graça e se locomoverão em naves públicas ao estilo Jetsons. Tim Burton ganhará uma estátua em todas as praças do mundo, e será decretado o Dia Feliz, logo depois do sábado, com duração de 48 horas. Sim, domingos serão abolidos por toda a eternidade – assim com o dia dos Namorados. Ah, nada contra essa data capitalista do mal, só mudaria o dia dela, porque 12 de junho não combina em nada com o espírito consumista do dia dos Namôs, tá? Aliás, gosto tanto do 12/06 que ele seria decretado Dia Internacional de Curtir O Mundo Com A Cláu. Seria o dia mais supimpa de todos, mais agitado que Lojas Americanas em véspera de dia das crianças. Todo mundo iria me convidar (ou convidar a Cláu de sua preferência, afinal, sou um ser solidário) pra sair, passear, conhecer o planeta, a vida, o universo e tudo mais. =D Uma belezinha. Blogs ganharão prestígio, atores iniciantes serão bem pagos, Bollywood inteira vai estourar como sucesso nas bilheterias.
E eu e Johnny Depp Jr – na verdade um protótipo clonado do original – seremos muito felizes em nosso lar, que estranhamente lembrará o castelo do Jack Skellington, só que com um riacho de chocolate – que não vai engordar! – circundando a fortaleza, fazendo as vezes de fosso. Em vez de crocodilos, Oompa-Loompas.
Enfim, já está tudo planejado pro mundo, quando eu for dona dele.
E pensar que tudo começará hoje, com esse simples blog. :’)
Oh.
*Sim, foi tirado de High School Musical 2. E olha que eu me contive pra não mandar minha ficha pro HSM – a Seleção, gentem. É realmente muuuito triste admitir que EU QUERO SER A NOVA GABRIELLA ME DEIXEM eu sequer vi a propaganda da Seleção, imagine participar dela. Credo. u_u
{Editado} Pessoinhas do meu Brasil Varonil, a partir do dia 31 de outubro, todos os post são do blog antigo. Então, favor não estranhar (muito) o fato da apresentação do blog ser tecnicamente depois de um quilo de posts. Alguns textos eu deixei pra apodrecer no Blogger BR: afinal de contar, me mudei pro WordPress justamente pra renovar o guarda-roupa estoque de textos. Mas alguns desses posts são muito queridos, não podia deixá-los no relento. Você pode conferir todos eles na categoria Antiquário, que foi feita justamente para meus antigos rebentos. Texto é que nem filho: a princípio, serão seus pra sempre, a menos que reclamem direitos autorais e comprovem com teste de DNA que a cria não é sua. E nessas horas, a gente só lamenta.
Rainy days and mondays
Novembro 5, 2007
É divertido perceber como a chuva entra em pauta nessa época do ano. Já foi assunto cubiculado, pargaraviado e até mesmo (salve salve!) garotasquedizemnizado. Algo me diz que é minha vez, porque todas essas moças falaram bem demais desses pingos, e eu vou ter que ser Do Contra. Se não fosse do contra, seria o Nimbus, e toda a minha moral ao falar mal da chuva se perderia no tempo-espaço. Ou na chuva.
Já digo de cara: não tenho absolutamente nada contra chuva, muitíssimo pelo contrário. Se os nossos bosques têm mais vida, é por causa das chuveiradas do céu. Depois da tempestade, vem a bonança, e de bonança em bonança sempre rola uns pingos molhados. Sou apaixonada por água, acho que raios são bonitos, adoro muito tudo isso – mas odeio o clima que assola a cidade nesses momentos aguados da vida.
São Paulo não precisa de ajuda pra ser cinzenta, basta olhar para as pessoas. Aliás, não fica olhando muito não, que vai que uma delas leva pro lado pessoal e avança e come seu cérebro e depois te dá um chute, leva sua carteira e usa seu RG pra construir um bingo. Ok, muito menos do que isso. Sampa também é uma coisa linda, uma coisa agitada, louca e linda, mas é absolutamente cinzenta, triste e robótica. Chuva e eletrônicos não combinam. Não será um simples toró que vai refrescar a cabeça desses urbanóides neuróticos que somos nós, em geral. A graça da chuva está nos dias quentes que vêm antes e depois, na grama que fica mais verde e cheirosa, e o concreto não fica verde nem cheiroso.
Ninguém anda por aí com uma leveza digna de Gene Kelly. Já vi cidadãos se agarrarem à base do guarda-chuva como se essa fosse um sabre de luz ou uma granada – o que for mais eficaz para sua proteção contra aquele mundo mau cheio de gente feia e boba e molhada e má. E boba. Já disse feia? E molhada, molhada que dá medinho!! Urrgh, gotas d’água, que desagradável.
Hoje foi ótimo. Eu bem que estava aproveitando a refrescante sensação de bem-estar chuá chuá da cidade da garoa, com algumas pequenas reclamações em relação ao vento, enquanto os transeuntes passavam zunindo, os guarda-chuvas escancarados e perigosamente semi-abaixados. Tive que acompanhar o ritmo, ou ficava pra trás. Ainda bem que meu óculos é lobo-do-mar, porque hoje o coitado se envolveu em uma briga com um guarda-chuva mal-encarado e ganhou mais uma cicatriz de guerra. Mas isso não vem ao caso.
A chuva faz lembrar que, na verdade, todo mundo é solitário. Já cantavam os Carpenters: Rainy days and mondays always get me down. E não tive prova maior disso do que a de hoje de manhã, ainda no caminho para a faculdade.
(Essa é a parte séria e triste do post. Se não quiser ler, vá em frente, ou melhor, fique bem onde está.)
No meio da avenida pousava uma coisa estranha, meio inexplicável, sem pé nem cabeça. Minto, porque as patas ainda tinha. Um cachorro, esquecido na chuva, na contramão, atrapalhando o tráfego. Na hora, não o reconheci como um bicho – os carros haviam feito muito estrago em seu corpo. Mas logo chegou aquela aflição que os vivos sentem quando se deparam com um morto… o desconhecido, o estranho, aquela sensação inexplicável e congelante. A chuva chovendo, o farol fechado, depois aberto, lento…
Não duvido que eu fosse uma das poucas pessoas ali a ver a cena, porque ninguém mudou de direção quando alcançou o lugar onde estava cachorro, ninguém parou pra ajudar, lamentar, enojar-se que seja. E do que eu tô falando?, já que o meu maior gesto de sentimento pelo cão foi expor a história dele num blog. Eu mesma não fiz nada, segui de cabeça baixa, com medo de… água!
Em dia de chuva, todo mundo só quer proteger o rosto do frio. Olha pra baixo e vê apenas o próprio umbigo.
E nesses dias, São Paulo, ou qualquer outro lugar, é uma merda.
The way to the future
Novembro 2, 2007
Oh! Olá você. Seu danadinho, veio daqui, não é? Pois é, eu tô sabendo. Seja bem-vindo ao Desiluminância Reloaded, 2.0, Deluxe Edition, com muito mais slow motion e Keanus-Reeves-de-óculos-escuros para o seu divertimento.
Escrever num lugar que não o BloggerBR é absolutamente medonho, hihi. Tenho um apego absurdo àquele B todo style que me recepcionou por anos. Mas descobri, faz muito tempo não, que apegos são para os fracos nem sempre levam a gente a lugares bacanas, ou no mínimo mantém você em lugares não-bacanas. Às vezes, tomam tempo que você poderia gastar se pegando dedicando a outros novos candidatos-a-apegos. Não tô falando pra rolar uma desapegação geral, não, todo mundo desapegando até o chão com caipirinhas na mão e cruzes, como essa frase rima. Estou simplesmente dizendo que o meu momento no Blogger BR, por incrível que pareça, acabou. :’) WordPress é o futuro, gentem. Mas chega de chorar as pitangas aqui, quando já declarei lá todas as minhas razões e emoções.
Welcome to the 60’s!
Esse WordPress é muito do bacaninha, sabiam? É, agora eu posso brincar com categorias, olhem só, me sinto Zeus. Totalmente mágico! E esse tal de Cansei de Ser Sexy CSS? Maneeeiro! Esquisitíssimo, mas super maneiro, todo organizadinho e pimpão. Tags me intimidam, mas também divertem. Tô gostando do que vejo e não abro nem ca muléxtia!
Toca, Mamá: me dê um abraço, venha me apertar e tira a mão daí, safado. Tô chegando. :’)
(ignorem o template até segunda ordem)